Biografia: Mestre salustiano.

31 08 2008

(foto: Daniel Duende)

Manoel Salustiano Soares, conhecido como Mestre Salustiano ou Mestre Salu nasceu em Aliança, zona da mata norte de Pernambuco, no dia 12 de novembro de 1945.

Seu pai, João Salustiano, era um tocador de rabeca e foi quem o ensinou a fazer e a usar o instrumento. Mestre Salu usa praíba, imburana, pinho, mulungu e cardeiro para fazer suas rabecas, pois segundo ele são as melhores madeiras para produzir o som.

Durante a infância participou de brincadeiras e folguedos populares existentes nos engenhos de Aliança. Sua grande paixão é o cavalo-marinho, que apesar de utilizar alguns personagens, músicas e coreografias comuns ao bumba-meu-boi, tem características próprias.

Foi um dos maiores dançadores de cavalo-marinho da região, interpretando diversos personagens: arrelequim, dama, galante, contador de toada, Mateus (durante nove anos), recebendo por isso o título de mestre. É considerado um dos grandes nomes do maracatu em Pernambuco, uma das maiores autoridades em cultura popular no Estado e o precursor ou “patrono espritual” do manguebeat.

Fundou o Maracatu Piaba de Ouro, em 1997, tendo participado com o grupo do festival de Cultura Caribeña, em Cuba. É o comandante do cavalo-marinho Boi Matuto, que criou em 1968, e do Mamulengo Alegre.

Mestre Salustiano também é um artesão. Além das rabecas é ele quem confecciona os bichos do bumba-meu-boi, cavalo, boi, burra; as máscaras do cavalo-marinho, feitas de couro de bode ou de boi e os mamulengos de mulungu.

É um dos grandes responsáveis pela preservação da ciranda, do pastoril, do coco, do maracatu, do caboclinho, do mamulengo, do forró, do improviso da viola e de outros folguedos populares do folclore nordestino.

Atualmente na Casa da Rabeca do Brasil, situada na Cidade Tabajara, em Olinda, espaço inaugurado recentemente pela família para apresentações de danças, oficinas, encontros de maracatus rurais e cavalo-marinho, além de shows de música regional, acontecem eventos o ano inteiro. Anteriormente, as apresentações eram organizadas por ele no Iluminara Zumbi, arena idealizada por Ariano Suassuna, durante sua gestão como secretário de cultura.

O espaço possui um grande terreiro para as diversas apresentações, bar, salão de danças e uma loja, onde são comercializados produtos de confecção própria, como rabecas, alfaias, pandeiro, mamulengos, além de peças do artesanato de barro de Caruaru.

Na época do carnaval, a Casa recebe caboclinhos, bois, burras, troças, ursos, além do seu maracatu Piaba de Ouro. No Natal, é palco para pastoril, ciranda, cavalo-marinho, entre os quais o Boi Matuto, com a participação de 76 figurantes e 18 pessoas brincando.

Foi agraciado com o título de doutor honoris causa pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1965, e já percorreu com a sua arte a maioria dos estados brasileiros e países como a Bolívia, Cuba, França e Estados Unidos.

Recebeu ainda, em 1990, o título de “reconhecido saber” concedido pelo Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco e o de comendador da Ordem do Mérito Cultural, em 2001, pelo então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.

Tem quatro CDs gravados: Sonho da Rabeca, As três gerações, Cavalo-marinho, Mestre Salu e a sua rabeca encantada.

Mistura de músico, produtor, artesão e professor, Mestre Salu segue fazendo turnês nacionais e internacionais, tocando sua rabeca e mostrando sua peculiar fusão de ritmos do folclore nordestino.

Indicado pela Prefeitura de Olinda, foi escolhido pelo Governo do Estado, através da Lei nº 12.196 de 2 de maio de 2002, como Patrimônio Vivo de Pernambuco.

fonte:

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

Anúncios




Mestre salustiano: Pernambuco perdeu um dos principais ícones da sua cultura popular

31 08 2008

Pernambuco Perdeu um grande Artista da cultura popular, mestre Salustiano levou para todo o mundo o som da sua rabeca encantada e comandando o baque solto dos maracatus, e junto consigo toda a cultura pernambucana.

O grande mestre cumpriu seu papel aqui na terra, levando alegria e diversão para todos que tiveram a oportunidade de ver sua performance no palco, e ouvir suas músicas.

O In ReC. agredece ao senhor Manoel Salustiano Soares “mestre Salú”.

Adeus salú


Mestre Salu morre aos 62 anos
Publicado em 31.08.2008, às 10h12

Rodrigo Lobo/JC Imagem
Mestre Salustiano perpetuou a cultura da rabeca no País



O rabequeiro Manoel Salustiano Soares, o mestre Salu, faleceu às 7h deste domingo (31), no Procape (Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco) por conta de problemas no coração. Ele fora internado há sete dias por causa de uma arritmia cardíaca, além de sofrer do mal de Chagas. Salu tinha 62 anos, deixa mulher e 15 filhos.

Salu era uma das figuras mais conhecidas da cultura pernambucana – principalmente os folguedos populares, como maracatu, cavalo-marinho e caboclinho -, tendo sido mentor de algumas bandas que fizeram sucesso em Pernambuco em meados dos anos 1990, como Mestre Ambrósio e Cascabulho. Somente aos 54 anos de idade e 45 de carreira ele conseguiu lançar o primeiro CD: Sonho de Rabeca, com 14 faixas.

Fonte: Do JC OnLine

Ines Campelo/DP/D.A Press
Imagem: Ines Campelo/DP/D.A PressPernambuco perdeu um dos principais ícones da sua cultura popular. Isso porque faleceu às 7h deste domingo o grande mestre da rabeca, Manoel Salustiano Soares, conhecido por todos como mestre Salu. Aos 62 anos e com 15 filhos, ele não resistiu a uma arritmia cardíaca e terminou morrendo no Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco, o Procape. O velório começou às 13h, na Casa da Rabeca, na Cidade Tabajara, em Olinda. O enterro só será realizado nesta segunda-feira, no Cemitério Morada da Paz, também em Olinda. Os familiares ainda não decidiram o horário.

A arritmia cardíaca do mestre Salu foi provocada pela doença de Chagas, contra a qual luta há 20 anos. Há mais de 9 anos ele utilizava um marcapasso para estimular o coração e evitar um provável aumento do órgão. No último dia 8 de agosto, o rei da rabeca precisou passar por uma cirurgia para substituir o aparelho. Desde esse dia ele não conseguiu mais viver normalmente. Após receber alta no último dia 12, ele retornou ao Procape na segunda-feira passada sentindo dores no local.

Fonte: DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR





Especial – NO AR Coquetel molotov -PETER BJORN AND JOHN (Suécia)

28 08 2008

O nome do grupo é a reunião dos nomes de seus fundadores: Peter Morén (voz,
guitarra e harmônica), Björn Yttling (voz, baixo e teclados) e John Eriksson (bateria,
percussão e voz). Com nove anos de estrada e uma música que conquistou o mundo
inteiro apenas com um assovio, o grupo sueco vem pela primeira vez ao Brasil em
setembro para participar do festival No Ar Coquetel Molotov em Recife, dentro do projeto
Invasão Sueca.
Peter e Bjorn começaram a tocar juntos quando se conheceram durante a escola.
Tinham o mesmo gosto por bandas como The Stone Roses e Ride. Peter e Bjorn
conheceram John em 1999, quando se mudaram para Estocolmo e decidiram formar
uma banda nova que tivesse uma musicalidade pop e que fosse reflexo das influências
dos três. Originalmente havia vírgulas no nome da banda, mas foram dispensadas
porque não ficavam bem na fonte da capa de seu primeiro disco. Daí o nome do grupo,
sem vírgula.
O trio, que está terminando de gravar seu novo disco, vem para o Brasil para mostrar
estas novas composições em primeira mão. O novo trabalho do Peter Bjorn and John
deverá ser lançado apenas no começo do próximo ano. Apesar da participação em
inúmeros festivais pelo mundo e de turnês realizadas com sucesso de público na
Europa, Estados Unidos e Austrália, esta será a primeira visita do grupo à América do
Sul.
O maior sucesso da banda até agora é a música “Young Folks”, do disco “Writer’s
Block”, que contou com a participação da vocalista Victoria Bergsman (do grupo sueco
The Concretes), e que se tornou um sucesso nas paradas mundiais. A mesma canção
ganhou o prêmio Grammis (uma versão sueca do Grammy) de melhor videoclipe em
2007. A música, que começa com um assovio e um refrão contagiante, já apareceu em
diversos comerciais e está na trilha sonora de alguns filmes e programas de TV. A
banda, no entanto, mantém mistério sobre a origem da composição, falando que até
filmes de kung-fu serviram de inspiração para o assovio pop.

http://www.peterbjornandjohn.com





Especial- NO AR COQUETEL MOLOTOV 08`

28 08 2008

Com o pé na estrada desde 2005, com um som fincado nas raízes do folk norteamericano
e também brasileiro, o Vanguart circulou e encantou o público brasileiro
com suas belas canções. Vanguart é formada por Hélio Flanders (voz, violão-folk e
gaita), Reginaldo (baixo e voz); David Dafré (guitarra); Luis Lazzaroto (teclados e
vocais) e Douglas Godoy (bateria).
Antes de se lançarem pelo Brasil afora, o Vanguart nasceu em Cuiabá
concretizando o desejo do ainda garoto Hélio Flanders, que hoje, com pouco mais
de vinte anos, compõe e interpreta músicas próprias com influências assumidas de
Beatles, Bob Dylan, Nick Drake, Velvet Underground e Neil Young, um time em
que ele pode jogar sem passar vergonha.
Após o lançamento de dois EPs com músicas em inglês e o single “Semáforo”
cantado em português, a banda lançou em 2007 o seu disco de estréia através da
Revista Outra Coisa. O disco, elogiadíssimo pela imprensa brasileira e
referendado pelos fãs, traz canções que grudam no ouvido de tão bem construídas
como “Hey Yo Silver”, “Cachaça” e “Cosmonauta”. Harmônicos, bons
instrumentistas, arranjos simples e eficientes, criativos e com boas composições.
Eles têm todos os ingredientes para avançar ainda mais e derreter corações por
esse Brasil

http://www.myspace.com/vanguart





Especial – NO AR Coquetel molotov – MALLU MAGALHÃES (SP)

28 08 2008

Nos últimos meses, a jovem Mallu Magalhães, de apenas 15 anos, estampou
capas dos principais jornais do país, como Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo,
Jornal do Brasil, e foi destaque nas revistas Rolling Stone, IstoÉ e Época, entre
outras tantas. Além disso, virou tema de inúmeros blogs, lotou shows, atraiu
atenção da crítica e já obteve mais de um milhão e meio visitas em sua página do
site MySpace.
Fã de Bob Dylan e Johnny Cash, ela canta músicas em português, inglês e
francês. Também toca violão, gaita, piano, escaleta, cria moda, desenha e pinta.
Mas todo esse talento não surgiu do dia para a noite. A história de Mallu com a
música começou aos oito anos, quando ganhou um violão de seu pai. Sua
primeira gravação (um presente no aniversário de 15 anos) foi feita no estúdio
Lúcia no Céu, onde conheceu a banda que a acompanha atualmente: Kadu
Abecassis (guitarra) Jorge Moreira (bateria), Thiago (baixo) e Rodrigo de Alencar
(piano).
Em suas férias escolares em julho deste ano, Mallu entrou no estúdio AR no Rio
de Janeiro para gravar as músicas que farão parte de seu disco de estréia, cuja
produção ficou a cargo de Mário Caldato Jr., que já trabalhou com artistas como
Björk, John Lee Hooker, Beck e Beastie Boys.
Não é só pela pouca idade que Mallu Magalhães chama atenção. Seu talento e
seu carisma também são peças fundamentais de uma trajetória de sucesso que
está apenas começando.

http://www.myspace.com/mallumagalhaes





Especial – NO AR Coquetel molotov – MARCELO CAMELO (RJ)

28 08 2008

“Marcelo Camelo é um compositor como poucos, que faz música e letra
caminharem juntas”, diz a cantora Maria Rita sobre o vocalista e principal
compositor das músicas da banda Los Hermanos. Marcelo de Souza Camelo,
nascido no Rio de Janeiro, cursou jornalismo na PUC-RJ, local onde conheceria
os companheiros da banda Los Hermanos, porém não terminou o curso por causa
da agenda lotada da banda, na época estourando com “Anna Júlia”.
Com o tempo, Camelo começava a se impor como um compositor diferenciado
dos demais cantores jovens do mainstream. A partir de 2003, com o lançamento
do disco “Ventura”, Camelo conseguiu firmar seu pé no hall dos mais respeitados
compositores brasileiros da atualidade, com letras que caíram bem na voz de
Maria Rita e outras intérpretes da MPB. Atualmente, o cantor está prestes a
estrear nos palcos a sua carreira solo.
A gestação criativa deste trabalho se iniciou bem antes da pausa nos shows do
Los Hermanos. Camelo quer ousar e se aventurou agora por trabalhar suas
composições com um novo time de músicos. Além de sua voz e seu violão,
Marcelo Camelo em trabalho solo convocou a banda Hurtmold para tocar ao seu
lado caprichando nos arranjos e em músicas que farão os fãs e não-fãs do Los
Hermanos se deliciarem.

http://www.myspace.com/marcelocamelo





NO AR COQUETEL MOLOTOV 08

25 08 2008

UM SOPRO DE NOVIDADES NO MUNDO DA MÚSICA

Ao completar cinco anos de vida, com patrocínio da Trident, o festival No Ar Coquetel Molotov, volta seus olhos para as novidades que surgem a cada dia no mundo da música nacional e mundial. O festival ao longo dos anos foi se tornando sinônimo de revelações e boas surpresas. E em 2008, o festival leva aos palcos do Centro de Convenções da UFPE, no Recife, o trabalho de artistas que vêm se destacando no cenário da música independente.

Entre os dias 19 e 20 de setembro, o público poderá conferir sem medo de errar uma seleção de boas apresentações ao vivo onde a diversidade musical dá o tom. Folk, batidas eletrônicas, afrobeat, hip hop e, como não poderia deixar de ser, rock. Estes e outros estilos musicais se fazem presentes na programação do No Ar Coquetel Molotov 2008, um festival onde a música ganha sua devida atenção, apostando na ousadia e na espontaneidade de algumas de suas atrações.

O festival No Ar 2008 também reserva uma grande estréia para o público recifense: a primeira apresentação ao vivo do projeto solo do cantor Marcelo Camelo (Los Hermanos) em palcos brasileiros. Com disco pronto para ser lançado neste semestre, Marcelo Camelo, em sua primeira aventura solo nos palcos, vem acompanhado de integrantes do grupo paulista Hurtmold e do instrumentista Rob Mazurek para executar ao vivo as músicas de seu disco de estréia.

Atrações deste ano, Guizado (SP), Vanguart (MT), Mallu Magalhães (SP), Bandini (RN), Akin (SP) e Burro Morto (PB) são representantes de uma nova geração de artistas na música brasileira. Tocando cada um a seu estilo, eles estão alcançando novos espaços e conquistando um público maior, seja através da Internet ou em shows em festivais pelo país. E conectando o Recife à produção musical de outros lugares do mundo, o No Ar 2008 traz em sua programação o show do violinista Owen Pallett, que já trabalhou com bandas como Arcade Fire, Grizzly Bear e Beirut, com seu projeto solo Final Fantasy, com o qual ganhou o Polaris Music Prize de melhor álbum canadense por “He Poos Clouds”, em 2006.

Invasão Sueca – Os destaques internacionais deste ano vêm da Suécia, que invade novamente as terras brasileiras com boa música. O projeto Invasão Sueca, uma parceria do Coquetel Molotov com o Swedish Institute, chega ao seu terceiro ano trazendo no embalo do assovio pop de “Young Folks” uma das bandas suecas mais adoradas do mundo: Peter Bjorn and John. A música, que começa com um assovio e um refrão contagiante, já apareceu em diversos comerciais de TV e está na trilha sonora do seriado “Gossip Girl” e do game Fifa 2008. O novo disco do trio sueco, sucessor do aclamado “Writer’s Block”, será lançado pela Universal no início de setembro para acompanhar a turnê do grupo no Brasil.

Os grupos suecos Shout Out Louds e Club 8 completam a invasão nórdica dentro do festival. O Shout Out Louds, grupo bastante elogiado por crítica e público na Suécia, lançou seu disco mais recente “Our Ill Wills” no mercado americano em 2007 e é uma das bandas suecas mais requisitadas em festivais pelo mundo.
Club 8, formado por Karolina Komstedt e Johan Angergård, é uma das bandas do elogiado catálogo de artistas do selo sueco Labrador. Seu disco mais recente, “The boy who couldn’t stop dreaming”, lançado no ano passado brinca com melodias alegres e melancólicas ao mesmo tempo.

Provando que a cena musical do Recife tem muito a oferecer, o festival No Ar Coquetel Molotov apresenta neste ano novíssimos talentos da cidade, com artistas, projetos e grupos com pouco menos de um ano de vida, mas com muito talento a mostrar. As atrações convidadas vão da música instrumental dos garotos d’A Banda de Joseph Tourton ao rock sofisticado e cafajeste do Pocilga Deluxe. Psicodelia, batidas eletrônicas e releituras electro-brega estão presentes nas vozes e na música de Zeca Viana, Júlia Says e Catarina.

As atrações musicais realizam seus shows no festival nos dias 19 e 20 de setembro, em dois espaços no Centro de Convenções da UFPE: a Sala Cine UFPE e o Teatro da UFPE. No primeiro espaço, os shows, que começam às 17h, são gratuitos e apresentam projeções de imagens em telão próximo às bandas, dando um ar mais intimista onde o público se aproxima realmente do artista. No Teatro da UFPE, a partir das 21h, mediante ingressos, o público se delicia com as principais atrações do evento em momentos que ficarão registrados na memória afetiva de cada um dos presentes.

Eventos – Antecipando os shows, o Centro de Convenções da UFPE abriga outros eventos da programação do festival No Ar Coquetel Molotov 2008, como os debates da Plataforma Integrada de Encontros Musicais, a Feira Cultural e uma exposição do artista plástico Kilian Glasner. Em exposição em sala interativa no Centro de Convenções da UFPE, o público terá a oportunidade de conferir o trabalho do artista enfocando aspectos da violência urbana com imagens que assustam pela proximidade e pelo contato sombrio do cotidiano em materiais diversos na incidência de luz direta.

Realizada no Hall do Centro de Convenções da UFPE, a Feira Cultural do festival No Ar Coquetel Molotov agrupa estilistas e expositores de moda, artistas plásticos, produtores culturais, zines e selos musicais. Neste ano, a Feira Cultural conta com o stand Recife Independente que será ponto de vendas de produtos das bandas do Recife. Os interessados em colocar seus produtos (CD’s, camisetas, botons) à venda no festival podem entrar em contato com a produção do stand até o dia 10 de setembro através do email: recifeindependente@gmail.com.

Debates – Neste ano, a Plataforma Integrada de Encontros Musicais traz palestras e workshops que tratam de temas como arte e tecnologia ligadas à música. Kilian Glasner, artista plástico, inicia os debates do festival na sexta-feira falando de arte interativa e dos conceitos que permeiam sua exposição em cartaz no Hall do Centro de Convenções da UFPE. Logo em seguida, o gaúcho Cristiano Rosa realiza um pequeno workshop mostrando o potencial criativo do Circuit Bending, técnica pela qual se pode construir instrumentos musicais simples e geradores de efeitos a partir de brinquedos e estruturas eletrônicas simples.

No sábado, o professor de Design da UFPE Clylton Galamba debate sobre questões entre arte e tecnologia, onde a técnica artificial de criar arte passa a ser um ponto de reflexão sobre as próprias obras e a vida social. E encerrando a Plataforma Integrada de Encontros Musicais, o pesquisador Jarbas Jácome apresenta um workshop sobre as diversas técnicas para espetáculos audiovisuais com a sincronicidade de som no momento da execução, que vai dos “color organs” a softwares utilizados nos dias de hoje como Pure Data/GEM e ViMus, software que vem sendo desenvolvido pelo palestrante desde sua graduação em Ciência da Computação.

Cinema – Em parceria com o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco e o Consulado Geral da França, o festival No Ar Coquetel Molotov apresenta uma mostra de documentários, longas e curtas de temática musical em sua programação. De 15 a 18 de setembro, a partir das 18h, o Cinema da Fundação exibe a mostra PLAY THE MOVIE com produções nacionais e internacionais de temática musical a exemplo de “Metal: A Headbanger’s Journey” (Dir: Sam Dunn, Scot McFayden e Jessica Wise), “Rock’n’Tokyo” (Dir: Pamela Valente), “Quebrando Tudo” (Dir: Rodrigo Hinrincsen) e “Interstella 5555” (Dir: Kazuhisa Takenôchi).

Além da exibição de filmes, eventos especiais estão programados para o PLAY THE MOVIE deste ano, incluindo a apresentação do espetáculo em vídeo “Dance Screen Sweden – The New Mix”, com peças contemporâneas de vídeo-dança, que chegam ao país com apoio do Swedish Institute. A Mostra PLAY THE MOVIE também abriga pocket-shows interativos como o do grupo Monodecks em cima de fragmentos do filme “Pi”, de Darren Aronovsky e o Cine-Concerto do músico francês Olivier Mellano com o filme “Aurora” (1926), de F.W. Murnau.

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia para estudantes, professores, maiores de 65 anos, Assinantes do Diário de Pernambuco que apresentarem o cartão Clube Diário)

Mais informações: (81) 3363-0138

coquetelmolotov@coquetelmolotov.com.br


MOSTRA PLAY THE MOVIE

SEGUNDA A QUINTA – 15 a 18/09

Cinema da Fundação (Derby) – A partir das 18h

EXPOSIÇÃO DE KILLIAN GLASNER

SEXTA E SÁBADO – 19 e 20/09

Salas do Hall do Centro de Convenções da UFPE – A partir das 14h

PLATAFORMA INTEGRADA DE ARTE, MÚSICA E TECNOLOGIA

SEXTA – 19/09

Salas do Hall do Centro de Convenções da UFPE – A partir das 14h

Palestra: Reflexões – Abertura da Exposição No Festival No Ar 2008

Palestrante: Kilian Glasner

Palestra: Circuit Bending

Palestrante: Cristiano Rosa

SÁBADO – 20/09

Salas do Hall do Centro de Convenções da UFPE – A partir das 14h

Palestra: Art da Tecnologia: Humanização da Tecnologia e Desumanização da Arte

Palestrante: Clylton Galamba

Palestra: Algumas Tecnologias para Música Visual

Palestrante: Jarbas Jácome

FEIRA CULTURAL

SEXTA E SÁBADO – 19 e 20/09

Hall do Centro de Convenções da UFPE – A partir das 15h

SHOWS

SEXTA – 19/09

Sala Cine UFPE – A partir das 17h

Burro Morto (PB)

A Banda de Joseph Tourton (PE)

Bandini (RN)

Guizado (SP)

SEXTA – 19/09

Teatro da UFPE – A partir das 21h

Júlia Says (PE)

Vanguart (MT)

Shout Out Louds (Suécia)

Marcelo Camelo (RJ)

SÁBADO – 20/09

Sala Cine UFPE – A partir das 17h

Pocilga Deluxe (PE)

Zeca Viana & Onomatopéia Bum (PE)

Akin (SP)

Club 8 (Suécia)

SÁBADO – 20/09

Teatro da UFPE – A partir das 21h

Catarina (PE)

Final Fantasy (Canadá)

Mallu Magalhães (SP)

Peter Bjorn and John (Suécia)

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia para estudantes, professores, maiores de 65 anos, Assinantes do Diário de Pernambuco que apresentarem o cartão Clube Diário)

Mais informações: (81) 3363-0138

http://www.coquetelmolotov.com.br | coquetelmolotov@coquetelmolotov.com.br